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Farewell, my love. Farewell, my tiny little friend (escrito em 2022)

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 No dia 10 de novembro deste ano (2022), Cãmila, minha gata de 14 anos morreu. Ela morreu e tudo está pior agora.  Eu a achei na rua quando ela era apenas um filhotinho abandonado que cabia na palma da minha mão. O rabinho dela era do tamanho do meu dedo médio. Isso foi em 24 de janeiro de 2009, era sábado à noite, perto das 22h, e eu estava voltando de algum rolê na avenida Paulista. Nessa época eu tinha 19 anos e tinha horário pra chegar em casa. Lembro que nesta época eu estava enchendo a paciência da minha mãe pra me deixar ter um gato, e ela chegou a me dar até um gatinho de plástico de uns 8 cm e disse "esse é o único gato que vai entrar nesta casa". Dias depois apareci com a Cãmila, que ainda não se chamava Cãmila. E lembro que eu estava sem a chave da entrada, então tentei esconder a gata, mas assim que minha mãe abriu a porta para que eu entrasse, ela miou, então eu mostrei a bichinha pra ela e falei "surpresa!".  Por alguns motivos, tive que deixar a gata ...

Diário Border 02

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 Nem sei quando foi a última vez que postei, mas vamos às atualizações do transtorninho de personalidade, os efeitos da medicação, e todas as demais coisas. Com esse monte de remédio que estou tomando, tenho sentido coisas estranhas. Ou melhor, não sentido. É como se todo o turbilhão que eu sentia antes, que era formado por todas as emoções de uma vez em intensidades modulares (se faz sentido) tivessem estabilizado, porém estabilizado no ZERO. Alguma coisa muito boa aconteceu? Que bom, zero emoção. Nossa, morreu alguém? Que pena, zero emoção. O quê, estou dando um passo na minha vida financeira que pode ou não ser minha ruína (nada envolvendo certos felinos nem apostas)? Poxa, que coisa, zero emoção. Nem euforia, nem medo, nem raiva, que era quem controlava meus Divertidamente. Gráfico do meu humor antes das medicações (vermelho) e depois (verde) durante um dia inteiro.   É meio bosta viver assim porque apesar de não sentir as coisas direito, eu sei que eu deveria estar senti...

Diário Border 01

     Depois de anos e de passar por alguns psiquiatras, tanto de convênio, particular, ou agora pela universidade, me foi dado o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline. E me foi dado Sertralina, Aripipazol, e, em caso de crise,   Clorpromazina. Do tanto de remédio psiquiátrico que já tomei, já nem me abalo mais de ter que tomar até antipsicótico. Sempre achei que iria coringar mesmo, cedo ou tarde.      É meio complicado aceitar o diagnóstico. Apesar de não ser nenhum câncer, é uma coisa bem complicada de lidar, tanto pra mim mesma, quanto pra quem convive comigo, e causa sofrimento em todos os envolvidos. E os sinais sempre estiveram presentes, mas ninguém nunca tinha prestado atenção o suficiente em mim para juntar as peças, nem mesmo eu, mas minha esposa foi a única que prestou atenção o suficiente para perceber algo).        Fico pensando como eu seria sem este transtorno, apesar de do transtorno ser parte de mim....

02- Atualização do carro

 O conserto não ficou 10 mil reais, ficou "só" 3 mil. Sabe o que é 3 mil reais? É um dinheiro que eu não tenho mais porque tive que gastar nessa bosta, mas tudo bem, pelo menos ele ainda está andando, mas toda vez que ele apita por causa do limite de velocidade, eu já sinto meu coração dando uma acelerada pensando que mais uma vez vou ficar parada no meio de alguma avenida super movimentada ou até de uma rodovia, como já me aconteceu ano passado, um pesadelo para alguém com tanta ansiedade quanto eu. Não vejo a hora de passar essa bucha de canhão adiante.

Carro do caraio

No episódio de hoje de "minha sofrida vida de classe média": Hoje meu carro decidiu que o câmbio automatizado dele ia dar problema de vez e me deixou na mão no meio da avenida mais movimentada que tem perto da minha casa. É a segunda vez em 01 ano que essa bosta inventa que vai dar problema, e da primeira vez o conserto ficou cerca de dez mil reais. Dez mil reais, sabe. Dez mil reais é dinheiro pra um caralho, eu podia ter feito tanta coisa com esse dinheiro,  mas acabei largando todos estes reais na oficina pra arrumar essa buceta de câmbio merda que a FIAT tirou do meio do cu. Dualogic de cu é rola, uma rolona bem cheia de veia e com o saco bem rugoso e cabeludo e pendurado batendo no seu pobre cu enquanto te enraba e te cobra DEZ MIL REAIS pra ser arrumado. Esse meu pobre carrinho, um Fiat 500, é um pobre coitado. Ele nem é tão velho, é ano 2013/2014. Uma gracinha. Bonitinho mas ordinário. E eu não sei o que aconteceu com ele que ultimamente ele cismou que ia começar a se ...

Testando, 1... 2... 3...

 Esta é uma postagem teste.